Estilos de Bonsai – Parte II

13 02 2011

Hoje conheceremos outros cinco estilos de Bonsai, de classificação mais específica. São eles:

Ácer palmatum estilo Hokidashi

HOKIDASHI: Estilo Vassoura. Tronco reto, não excessivamente grosso, formando acima de si uma copa densa e arredondada. É um estilo condizente com uma planta saudável e vigorosa, portanto pouco adequado a combinações com jins e sharis. É comumente encontrado, na natureza, em árvores nativas do Brasil, como jabuticabeiras e pitangueiras. Bandejas redondas ou retangulares são uma boa pedida, sendo que, nestas últimas, a planta não deve ser plantada no centro do vaso, e sim um pouco mais para o lado.

Ácer tridente de tronco retorcido

NEJIKAN: Estilo Tronco Retorcido. Consiste de um enrolamento do tronco sobre si mesmo, lembrando sutilmente uma espiral. Geralmente apresenta um movimento sinuoso, de forma a dar harmonia ao aspecto geral da planta. Estilo adequado para bandejas redondas ou ovais. Obtém-se melhores resultados quando inicia-se o trabalho com a planta ainda jovem. Deve-se dar preferência a espécies de lenho elástico e difícil de quebrar, como os juníperos, ligustros e a maioria das figueiras.

Piracanta

BANKAN: Estilo Serpentina. Um dos estilos menos naturais, consiste de um tronco longo e com movimentos exagerados: faz curvas, se enrola, se retorce. Como no caso do Nejikan, produz melhores resultados quando iniciado em plantas ainda jovens. As bandejas devem ser quadradas, retangulares ou redondas, não muito baixas.

O estilo Varrido pelo Vento

FUKINAGASHI: Estilo Varrido pelo Vento. O tronco inclina-se para um lado, como no Shakan; mas as semelhanças param por aí. Neste estilo, a planta deve ter todos os galhos voltados para a mesma direção do tronco, que deve ser levemente sinuoso e não muito grosso, e apresentar uma copa leve, pouco densa. Árvores assim crescem, na natureza, em locais inóspitos, açoitadas por ventos constantes; assim, o Fukinagashi deve proporcionar ao observador a percepção de um espécime sofrido, um verdadeiro sobrevivente. Combina com plantas de aparência frágil, mas pode ser aplicado a pinheiros e juníperos, ou até mesmo figueiras, contanto que tenham o tronco relativamente fino. As bandejas devem ter o perfil baixo.

Bujingi

BUJINGI: Estilo Minimalista. Consiste de uma planta de tronco fino, com movimentos sutis, copa leve, delicada e sem profundidade. Não se trata de uma planta de aparência sofrida, como no Fukinagahsi; apenas de uma árvore de aspecto frágil. É um estilo que chama pouco a atenção dos iniciantes, visto que é necessário um senso artístico bastante apurado para apreciar sua verdadeira beleza. As espécies mais adequadas são as mais delicadas, de folhas e flores pequenas, como serissa, érica ou piracanta. Juníperos também se adaptam bem a esse estilo.

Bem, acabamos de conhecer cinco outros belos estilos de Bonsai. Pensam que acabou? Nãããão… aguardem pelo Estilos – Parte III, pois ainda não vimos nada…

Abraços a todos e boa semana!

REFERÊNCIAS:

Cultivando Bonsai no Brasil – Fábio Antakly Noronha

Bonsai – Ed. Especial da revista Casa e Jardim – n° 9

Revista O Universo do Bonsai – ano 2, n° 11 

Bonsai: Arte Vivente – Juán Carlos de la Concha Macías


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